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1851 Um anúncio do Jornal do Comércio convida à compra de "verdadeiros queijos de Gruyère, londrino e parmesão, barrilinhos de superiores azeitonas de Marselha, salames de Lyão e d'Itália, latas com sardinhas de Nantes, anchovas de Marselha, passas de Málaga, vinho de Champagne, genebra da Holanda, cognac de França"... e tudo o mais que se possa imaginar.![]()
Um novo produto viria então enriquecer as prateleiras da loja: azeite produzido em Vale de Lobos pelo Sr. Alexandre Herculano. No contrato firmado pela letra miúda e segura do historiador, Herculano defende o seu "azeite fino", asseverando que "quaisquer amostras que tragam o meu nome, quer só, quer associado com outro, são completamente falsas".
![]() ![]() 1878 Apesar do êxito evidente, os netosde Jerónimo Martins vão entrar numa fase de dramática crise. Um dos dois meio-irmãos é dado ao jogo, ao gosto pela noite, pelo fado e entra em ruinosos negócios paralelos. A situação é de autêntica ruptura. João António Martins lança-se com unhas e dentes em defesa da sua loja. Vende tudo o que tem: a casa, os cavalos, as pratas, os móveis, consegue uma moratória e uma concordata com os credores e esquece o que lhe devem, que era muito e incluía quase todos os grandes nomes da aristocracia lisboeta, desde o próprio Rei ao Primeiro Ministro e uma grande quantidade de titulares. ![]() 1881
João António Martins recupera a sua honra, paga todas as dívidas e a "montre" da sua loja - como escreviam os cronistas da época - volta a ostentar as apetecidas iguarias de sempre. Será o último Martins à testa da "tenda" do Chiado. Antes de morrer sem deixar descendentes, entrega o estabelecimento aos empregados mais categorizados e deixa todos os seus bens, incluindo a quota da empresa, a um velho amigo, o advogado Júlio César Pereira de Melo, que manterá a designação Jerónimo Martins.
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Pelos anos que se seguem, esta situação
vai manter-se. A idade leva à substituição dos sócios mais velhos por funcionários experimentados. Jerónimo Martins torna-se uma instituição, um ponto de referência do Chiado e de Lisboa. ![]() |
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