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1918

Embora florescente na aparência, a empresa não consegue aguentar a autêntica revolução económica provocada pela I Guerra Mundial e, pela segunda vez na sua já longa história, defronta-se com uma situação praticamente de falência.

1921

A solução viria do Norte do País, de homens que tinham partido do nada e erguido a pulso as suas carreiras. Os Grandes Armazéns Reunidos, uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, criada no Porto, em 1920, vem em socorro de Jerónimo Martins. Nasce a empresa com o nome Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho. Os sócios são vários, mas logo se entende que apenas dois estão ao leme da empresa: Francisco Manuel dos Santos e Elysio Pereira do Vale.
É pois no século XX, que a família do actual presidente do Grupo - a Família Soares dos Santos, oriunda do Norte - cruza os seus destinos com a Jerónimo Martins, ao comprar a mercearia do Chiado. Foi desta aquisição que nasceu a ligação da Jerónimo Martins aos Grandes Armazéns Reunidos e o crescimento do Grupo, pois decidiu-se reestruturar e alargar a rede de lojas retalhistas.
A situação não é fácil e Francisco Manuel dos Santos vê-se forçado a contrair junto da banca um empréstimo de cinco contos para os quais apresenta como garantia, "o seu trabalho e a sua honestidade".

1930

Jerónimo Martins é a primeira casa a pagar subsídio de Natal aos trabalhadores e a criar uma cantina nas suas instalações do Chiado.

1938

A recuperação foi rápida, não tardando Jerónimo Martins a retomar o seu prestigiado lugar no Chiado. Os anos da guerra são de grande carência de todo o tipo de produtos, entre os quais a margarina que passara entretanto à categoria de imprescindível.
Isto leva a empresa a decidir alargar a sua actividade à área industrial, numa sociedade para a criação da Fima (Fábrica Imperial de Margarina, Lda.), em Sacavém, cuja actividade se estende também aos óleos alimentares.