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O Ano em Revista

Fazer pão é uma ciência e, até, uma arte – e é a este saber que a nossa fábrica de massas frescas se dedica todos os dias.
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O NOSSO PÃO, À MODA ANTIGA


Farinha, fermento, água e sal. Os ingredientes chave do pão, alimento omnipresente no mundo inteiro, não podiam ser mais simples. A complexidade – e o “segredo” de um pão – reside na confeção.

Para fazer chegar o melhor pão fresco à mesa dos portugueses, o Grupo Jerónimo Martins lançou, em 2008, um projeto pioneiro em Portugal: uma fábrica de massas frescas para garantir que conseguia vender um pão de fabrico industrial com a qualidade de um pão artesanal.

A fábrica de massas frescas entrou em funcionamento em 2009, na Azambuja (arredores de Lisboa). As primeiras fornadas que saíram para as lojas Pingo Doce foram um sucesso e, no final de 2022, eram produzidas quase 40 tipologias de pães e bolos, desde o pão branco, ao de mistura, com sementes, de massa mãe, passando pela trança de chocolate e pelo tradicional bolo-rei.

Pão fresco para o Pingo Doce

É desta fábrica que saem diariamente três toneladas de Pão da Avó, ex-libris do Pingo Doce e um sério caso de sucesso em Portugal. Em média, são produzidas 500 toneladas de massa fresca por mês, que abastecem dezenas de lojas Pingo Doce.

O processo começa com a chegada das matérias-primas, nomeadamente, farinhas de vários tipos cuidadosamente selecionadas e “sempre que possível de fornecedores nacionais”, como explica Joana Afonso, Gestora de Produção da fábrica. A qualidade dos ingredientes, o esmero da confeção e o compromisso com a saúde, através da redução das quantidades de sal, estão sempre presentes, tal como o respeito pelas melhores práticas de qualidade e segurança alimentar.

Perícia na arte da panificação

O toque humano faz sempre a diferença. Joana Afonso resume que “a fábrica é, sobretudo, a equipa que aqui está. Não são as paredes, não são as máquinas. É esta equipa. Uma equipa que tem uma dedicação enorme, um amor imenso à camisola, que faz pequenos milagres todos os dias”, sete dias por semana.

A produção está pensada para responder aos pedidos que chegam das lojas e é através de um sistema computorizado que se garante que as receitas são seguidas a preceito. Os ingredientes para cada tipo de pão são colocados numa tina, nas quantidades certas. Manualmente são adicionados outros ingredientes necessários para a receita e, depois de amassada, a massa fresca segue para as linhas de produção.

Com exceção do Pão da Avó, a levedação das restantes massas acontece em loja. Para impedir este processo, são usados abatedores de temperatura que vão dar um choque-térmico à massa. Finalmente, o produto é colocado nas caixas de transporte, pronto para seguir para as lojas.

Esta massa é transportada durante a madrugada e, já em loja, depois de ter levedado, pães e bolos são cozinhados. Desta forma chegam ao cliente quentinhos, frescos, fofos, estaladiços, com aquele cheiro irresistível de pão acabado de sair do forno.

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