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Prevenir a Desflorestação

Onze empresas de diferentes sectores, entre as quais o Grupo Jerónimo Martins, pedem mais ambição à União Europeia.
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Prevenir a Desflorestação

Num momento em que a Comissão Europeia prepara legislação para regular a entrada na União Europeia de produtos que resultem de desflorestação, 11 empresas de diferentes sectores decidiram subscrever uma carta aberta dirigida às autoridades europeias pedindo medidas mais ambiciosas para travar o problema.

As empresas Barry Callebaut, Carrefour, Danone, Jerónimo Martins, Kering, L’Occitane, Metro, Nestlé, Reckitt, Sainsbury’s e Tesco apoiam um enquadramento que ajude a eliminar a desflorestação importada, começando-se pelo rastreio das commodities em risco de desflorestação que entram no mercado europeu.

“Apesar do progresso, a desflorestação continua a atingir níveis alarmantes.”

“Reconhecemos que os nossos negócios têm responsabilidade nessa luta porque são globais e incluem commodities que podem contribuir para a desflorestação. É por isso que estamos comprometidos em acabar com a desflorestação nas nossas cadeias de abastecimento e temos implementado, nos últimos dez anos, medidas nesse sentido. No entanto, apesar do progresso, a desflorestação continua a atingir níveis alarmantes”, diz a carta aberta dirigida à União Europeia. O documento foi assinado pelos responsáveis dos departamentos de sustentabilidade das empresas, sendo Jerónimo Martins representado por Sara Miranda, Chief Communications and Corporate Responsibility Officer.

De acordo com a análise feita pelo Parlamento Europeu à iniciativa da Comissão Europeia, não há legislação que proíba a venda na UE de produtos que contribuam para a destruição de florestas – especialmente as tropicais, consideradas cruciais para combater as alterações climáticas e proteger a biodiversidade. Sem enquadramento legal, os consumidores não têm forma de saber se os produtos que estão a comprar contribuem para a desflorestação.

A carta aberta alerta para a necessidade de se definir “uma estrutura legal e clara, que coloque todas as empresas em igualdade de condições e dê a todos os actores da cadeia de valor incentivos para enfrentar os riscos de desflorestação”, acrescentando que o futuro enquadramento jurídico europeu “será bom para o planeta, para os nossos negócios e para a criação de um sistema de comércio internacional justo”.

Entre as propostas está a criação de regras que promovam a transparência colectiva e prevejam apoios aos agricultores e às suas comunidades no processo de transição. Entre as soluções sugeridas à Comissão está o reforço da cooperação entre os países produtores e os mercados transformadores, através de assistência técnica e intercâmbio de informações e outros incentivos como as boas práticas na preservação, conservação e uso sustentável das florestas.

De acordo com o World Wildlife Fund (WWF), a Europa é o segundo maior importador mundial, logo a seguir à China, de produtos provenientes de países de florestas tropicais e que podem causar desflorestação.

As principais commodities agrícolas cuja produção está associada ao risco de desflorestação são o óleo de palma, as fibras de madeira e de papel, a soja e a carne bovina. O objectivo do Grupo é assegurar, de modo progressivo, a origem sustentável destes ingredientes nos nossos produtos de Marca Própria e Perecíveis. A nossa estratégia tem sido avaliada pelo CDP – Disclosure Insight Action, que nos voltou a classificar em 2020 no nível Liderança, sendo Jerónimo Martins o único retalhista mundial a obter este nível pelo segundo ano consecutivo, com A- para todas as commodities avaliadas.