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Promovemos as Melhores Práticas

O respeito pelos animais que nos alimentam é o caminho certo para assegurar uma produção sustentável e a melhor qualidade dos produtos que comercializamos.
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Bem-estar animal

Promovemos condições de bem-estar animal na nossa missão de levar a melhor qualidade alimentar até à mesa dos nossos clientes. Deste modo, definimos um conjunto de critérios transversais a todas as companhias do Grupo.

Proibimos a utilização de hormonas de crescimento e apenas autorizamos a utilização de antibióticos para fins terapêuticos – nunca para fins preventivos ou para estimular o crescimento. Também é obrigatório o atordoamento de todos os animais antes do abate, com excepção de rituais religiosos certificados (menos de 5% dos casos).

Realizamos testes laboratoriais regulares, bem como auditorias de qualidade e segurança alimentar, aos nossos fornecedores e nos matadouros utilizados pelo Grupo em Portugal, na Polónia e na Colômbia por forma a assegurar o cumprimento dos princípios já descritos e dos que abaixo se enumeram.

Testes em Animais

Não permitimos a realização de testes em animais no processo de desenvolvimento dos nossos produtos em todos os países onde estamos presentes. A excepção está nos produtos de alimentação animal (são realizados testes sensoriais para avaliar o grau de satisfação da população-alvo) e em produtos para controlar ou eliminar espécies parasitárias e/ou superpopulações que possam ser fontes de contaminação ou doença, como é o caso dos insectos.

Biotecnologia e OGM

A nossa Política de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) determina que os produtos de Marca Própria e Perecíveis não contêm ingredientes nem aditivos transgénicos, sejam eles de origem vegetal ou animal.
Assim, comprometemo-nos a:

  • colaborar com os fornecedores para compreender os processos de produção utilizados e avaliar os padrões de segurança e de qualidade implementados;
  • realizar regularmente análises laboratoriais, recorrendo a entidades independentes e acreditadas;
  • garantir a identificação e rastreabilidade de OGM nos casos em que não seja de todo possível a sua substituição;
  • assegurar o direito dos consumidores à informação transparente e rigorosa sobre a presença de OGM através da rotulagem dos produtos, sendo a divulgação efectuada no estrito cumprimento do limite aplicado pelo Grupo de, no máximo, 0,1% – mais exigente que os 0,9% fixados pela legislação europeia.

Carne

O frango do campo 100% nacional de Marca Própria Biedronka, comercializado desde 2015 e disponível em todas as regiões polacas, é criado sem o uso de antibióticos e sem ração que contenha OGM. Para além de ter dez vezes mais área para crescer do que o frango convencional, estando abaixo da densidade média de 30 kg/m2, tem uma idade mínima de abate de 70 dias (superior à média do mercado que estabelece 56 dias) e acesso ao exterior.

O frango do campo Pingo Doce – de produção 100% nacional – pertence a aves de estirpe de crescimento lento, que contam com uma idade mínima de abate de 81 dias. Estes animais são criados ao ar livre, com uma densidade máxima de 25 kg/m2, e têm uma alimentação à base de cereais (mínimo de 70%). Este produto é certificado pela SGS, um organismo externo independente, e o seu caderno de encargos foi aprovado pela Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Os enchidos de porco preto (seis referências no Pingo Doce e três no Recheio) são de produção 100% portuguesa, com origem no Alentejo, onde os animais são criados em extensivo e ao ar livre. A Companhia manteve também no seu sortido o presunto serrano Duroc de Marca Própria com certificação externa e independente em bem-estar animal nos processos de produção e abate, enquanto a carne com a certificação “Porco.pt” é 100% de produção nacional e implementa práticas como uma densidade animal inferior ao exigido por lei e alimentação à base de cereais.

Proibimos ainda o transporte superior a oito horas e a utilização de tranquilizadores para a carne da variedade Aberdeen Angus e incluímos critérios como a ausência de feridas e sinais de sede ou subnutrição das vitelas. Ao mesmo tempo, comercializamos carne de novilho de produção biológica presente em 12 referências, que tem ainda certificação em bem-estar animal. Neste modo de produção, os animais estão constantemente ao ar livre, em regime de pastoreio. Os animais pastoreiam no campo nas alturas do ano em que há pastagens disponíveis e, nas alturas de menos disponibilidade de pastagem, a alimentação é complementada com rações biológicas.

Ovos de Galinhas Não Enjauladas

Vamos eliminar, até 2025, os ovos frescos de Marca Própria que sejam provenientes de galinhas enjauladas. A produção de ovos de galinhas não enjauladas estabelece um conjunto de critérios que promovem o bem-estar animal e exigem, entre outras condições, uma maior área disponível por galinha, a colocação de fardos de palha para que os animais os possam bicar e uma maior liberdade de movimentos.

No Pingo Doce atingimos este objectivo em Agosto de 2019, com a Marca Própria a disponibilizar apenas ovos de produção biológica, ao ar livre ou no solo, ou seja, “cage-free”. Na Biedronka são comercializados ovos do solo, de galinhas ao ar livre e biológicos, enquanto no Recheio são comercializados ovos do solo com a Marca Própria Amanhecer, tendo-se iniciado a sua comercialização em Janeiro de 2020 também com a marca MasterChef. Em 2020, 45% do total dos ovos de Marca Própria comercializados pelas Companhias do Grupo eram “cage-free”.

Em Dezembro de 2020, a Biedronka assumiu o desafio de antecipar o objectivo de apenas comercializar ovos provenientes de galinhas não enjauladas para 31 de Dezembro de 2021, quatro anos antes do compromisso inicialmente divulgado. A Biedronka foi também a única Companhia do Grupo a estender o compromisso às marcas de fornecedor que possam vir a ser introduzidas no seu sortido.

Práticas Adoptadas na Jerónimo Martins Agro-Alimentar

Todas as unidades de produção de carne Aberdeen Angus e vacaria obtiveram, em 2020, a certificação externa independente para a Redução Responsável da Utilização de Fármacos, que garante que a utilização de antibióticos é feita apenas com fins terapêuticos. Estas unidades de produção viram também renovada a sua certificação em bem-estar animal, por uma entidade externa independente, de acordo com os protocolos europeus Welfare Quality e AWIN®.

Em 2020, a Terra Alegre obteve a certificação Welfair™, que assegura que os produtos aí produzidos – especificamente o leite fresco Meio Gordo e Magro e leite fresco sem Lactose Meio Gordo Pingo Doce – cumprem os critérios de bem-estar animal relativos a espaço, conforto, alimentos de qualidade, saúde e stress térmico. Ao mesmo tempo, 77% dos produtores que abastecem a fábrica de lacticínios da Terra Alegre foram reconhecidos com a mesma certificação em bem-estar animal.

Conheça algumas das medidas que nos permitiram alcançar estes resultados:

 CARNE BOVINA DE RAÇA ABERDEEN ANGUS
  • área mínima por animal de 6,5 m2 (superior aos 3 m2 recomendados);
  • reposição diária de palha fresca nas camas;
  • animais agrupados por sexo e peso para reduzir a competição e stress;
  • pisos de cimento rasgado ou borracha para evitar que os animais escorreguem;
  • cumprimento das recomendações da Standard Welfare Scheme da Grandin Livestock Handling Systems.
 VACARIA
  • pelo menos uma cama por animal e 0,6 m de espaço de comedouro;
  • todos os animais têm acesso a escovas automáticas de massagem;
  • música ambiente para a redução do stress;
  • colares de monitorização de actividade em todos os animais, que identificam de forma natural o cio (evitando a utilização de hormonas reprodutivas) e detectam alterações de comportamento, levando ao diagnóstico precoce de patologias e redução da utilização de fármacos.

Nas operações de vacaria e de produção de Aberdeen Angus asseguramos:

  • formação em bem-estar animal a todos os colaboradores em contacto com os animais;
  • vacinação e desparasitação a 100% dos animais;
  • a condução e maneio animal com recurso à utilização de técnicas que reduzem o stress, não sendo permitida a utilização de choques eléctricos, paus ou qualquer sistema que possa ferir os animais;
  • um sistema de arrefecimento automático das instalações com ventoinhas e chuveiros para refrescar os animais, com a vantagem de que as ventoinhas também ventilam os parques, reduzindo a quantidade de amoníaco no ar e contribuindo para a secagem e conforto das camas dos animais, reduzindo ainda em cerca de 30% o consumo de palha e produzindo um menor volume de estrume;
  • alimentação baseada em silagens e forragens (silagem de milho produzida por produtores locais ou nas nossas unidades de produção), favorecendo a saúde ruminal dos bovinos e aumentando o seu conforto e bem-estar;
  • utilização de legumes não calibrados (ex.: batata doce e cenoura) e subprodutos de outras indústrias alimentares (ex.: repiso de tomate e bagaço de cerveja) na alimentação;
  • um complemento da alimentação com ração adequada à fase de crescimento, que representa cerca de 30% das necessidades alimentares;
  • que 100% dos animais estão livres de mutilação (ex.: corte de caudas e remoção de chifres) e têm liberdade de movimentos (estão livres de amarras).
AQUACULTURA DE ROBALO E DOURADA
  • vacinação de 100% dos peixes;
  • produção em mar aberto, permitindo que os peixes se desenvolvam no seu habitat natural;
  • baixo nível de densidade animal, não ultrapassando os 15 kg/m3;
  • elevados níveis de concentração de oxigénio na água (superior a 6,5 mg/l);
  • não são permitidas mutilações (ex.: corte de barbatanas) pelo que 100% dos nossos animais estão livres destes procedimentos;
  • utilização de redes “Dyneema” que, por serem mais flexíveis, causam menos fricção, reduzindo a dor e perda de escamas no processo de pesca.
Jerónimo Martins Agro-Alimentar

Conheça em detalhe a área do Grupo criada em 2014 para apoiar a operação de Distribuição Alimentar.