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Preferimos Local

Preferimos relações duradouras com fornecedores locais, garantindo a máxima frescura, ao mesmo tempo que estimulamos a produção, incentivamos a criação de emprego local e reduzimos a nossa pegada carbónica.
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Parcerias: Fornecedores Locais e Inovação

No Grupo Jerónimo Martins optamos, sempre que possível, por fornecedores locais como forma de estimular a sustentabilidade socioeconómica das comunidades onde estamos presentes e de minimizar a pegada de carbono associada ao transporte dos nossos produtos.

É por isso que apenas recorremos à importação de produtos quando:

  • há escassez de produto por motivos de sazonalidade na produção, um fenómeno comum nas categorias de Fruta e Legumes;
  • não existe qualquer produção a nível nacional ou, caso haja, não tenha volume suficiente para garantir o abastecimento sustentado das nossas lojas;
  • a relação qualidade-preço dos produtos nacionais impede o cumprimento do nosso compromisso junto dos consumidores de proporcionar qualidade ao melhor preço.

O nosso compromisso é o de garantir que 80% das compras de produtos alimentares do Grupo Jerónimo Martins são realizadas a fornecedores locais. Em 2020, superámos uma vez mais este objectivo, atingindo um rácio de cerca de 90%.

Produtos comprados a fornecedores locais em 2020

Portugal
82%
Polónia
92%
Colômbia
+ de 95%

Como Promovemos a Produção Local

Utilizamos sinalética específica em alguns produtos de origem local.

É o caso de etiquetas com as cores da bandeira nacional em produtos Perecíveis, como a Fruta e Legumes, e de informação adicional nos produtos das Marcas Próprias.

São exemplos os selos “100% Nacional”, em Portugal, “Polski Produkt” (Produto Polaco) na Polónia, e “Hecho en Colombia”, na Colômbia. Procuramos ainda destacar estes atributos na comunicação que as Companhias desenvolvem em loja, nos folhetos, nos recibos de pagamento, nas campanhas televisivas e nos respectivos websites.

Apoios aos Fornecedores

A forma responsável como procuramos gerir os nossos negócios resulta também em relações duradouras e de confiança com os fornecedores. É por isso que promovemos um conjunto de medidas de estímulo económico e crescimento sustentado para os parceiros que crescem connosco.

Desde 2012 que o Pingo Doce promove uma medida que é única no retalho em Portugal e que pretende apoiar os produtores nacionais. Ao abrigo de um protocolo com a Confederação dos Agricultores de Portugal, foi antecipando para dez dias (em média) o prazo de pagamento a mais de 370 fornecedores de fruta, legumes, carne, peixe, charcutaria e vinho.

Além disso, em 2020, e em resultado de uma parceria com uma entidade financeira portuguesa, cerca de 100 fornecedores do Pingo Doce e do Recheio receberam o pagamento das suas facturas, em média, sete dias após a emissão, sem qualquer custo adicional.

A Ara desenvolveu em 2020 um projecto para facilitar a gestão de tesouraria de 280 fornecedores, em parceria com o BBVA na Colômbia. Esses fornecedores puderam receber o pagamento antecipado das suas facturas, a taxas mais favoráveis e sem afectar o rating da sua dívida. Ao mesmo tempo, o período de pagamento aos fornecedores da categoria de Fruta e Legumes foi reduzido de 45 para sete dias.

Ainda em 2020, a Biedronka reduziu para um máximo de 21 dias o período de pagamento a fornecedores polacos de Fruta e Legumes com uma facturação total anual inferior a 100 milhões de zlotys (cerca de 22 milhões de euros), por forma a promover a liquidez e a estabilidade financeira dos parceiros de menor dimensão.

Parcerias e Inovação na Oferta de Produtos Locais

Procuramos introduzir produtos locais inovadores na nossa oferta. Estas acções proporcionam aos consumidores o acesso a um sortido variado, ao mesmo tempo que estimulam relações de parceria e o desenvolvimento de competências por parte dos nossos fornecedores. Em 2020, os apoios à produção nacional tornaram-se ainda mais relevantes no contexto da pandemia.

 

POLÓNIA

Em 2020, os recibos de pagamento emitidos nas caixas das lojas Biedronka passaram a incluir informação sobre quais os bens produzidos, processados e embalados na Polónia sob a mensagem “Dziękujemy za Twoje Wsparcie dla Polskiej Gospodarki“ (Obrigado por apoiar a economia polaca), dando a conhecer aos consumidores a forma como, através das suas compras na Biedronka, estavam a contribuir para a economia do país e para a criação de emprego.

Foram também criados novos canais de comunicação para divulgar a disponibilidade destes produtos e o website da Biedronka passou a ter uma secção para promover Fruta e Legumes 100% nacionais. O melão, o damasco e o pêssego são exemplos de alimentos em que a cooperação com produtores locais permitiu reduzir as importações.

Desde 2014 que a Biedronka tem vindo a trabalhar com fornecedores de morango para descentralizar a rede de distribuição. Uma vez que se trata de um alimento com um ciclo de vida útil de consumo bastante curto, foram criados mecanismos de entrega directa em Centros de Distribuição e lojas, reduzindo o tempo decorrido entre a colheita e a comercialização. No total, foram comercializadas cerca de 1.200 toneladas de morangos polacos em 2020.

PORTUGAL

O Pingo Doce desenvolveu em 2020 uma acção especial de apoio à produção nacional, tornando possível o escoamento de produtos perecíveis que corriam o risco de ser desperdiçados, tendo em conta a queda acentuada da economia. Foram realizadas compras de mais de 1 milhão de euros em carne bovina de raças portuguesas, a um preço superior ao que estava a ser praticado para a vitela nacional.

Como resultado dessa estratégia integrada, que incluiu também campanhas de comunicação para promover o consumo de produtos nacionais, foram vendidas mais de 440 toneladas de borrego de 400 produtores locais, mais de 1.600 toneladas de vitela e vitelão provenientes de mais de 1.400 pequenos produtores, mais de 700 toneladas de enchidos nacionais e cerca de 120 toneladas de queijos de ovelha regionais.

Para além disso, o Pingo Doce tem vindo igualmente a apostar na comercialização de fruta de Marca Própria nacional com Identificação Geográfica Protegida (IGP) e Denominação de Origem Protegida (DOP). Em 2020, foram vendidas cerca de 1.500 toneladas de laranja, limão e tangerina IGP, mais de 1.300 toneladas de pêra-rocha do Oeste DOP e mais de 1.600 toneladas de maçãs Gala, Golden e Starking IGP.

O Recheio, que ao longo de vários anos tem apostado em produtores nacionais para o lançamento de referências exclusivas de vinho e azeite, lançou em 2020 a Garrafeira de Excelência, um projecto de representação e distribuição exclusiva de marcas de vinho de pequenos e médios produtores portugueses. O objectivo é aliar projectos vitivinícolas de qualidade ao conhecimento e escala do Recheio, dando-lhes visibilidade junto do canal HoReCa e do Retalho Tradicional.

O Recheio lançou ainda a campanha “Compre o que é Português”, através da qual todos os produtos com matérias-primas e/ou produção 100% portuguesa foram diferenciados com um selo de garantia. No total, foram vendidos mais de 4.100 artigos diferentes de 300 fornecedores, correspondendo a aproximadamente 240 milhões de euros em vendas.

COLÔMBIA

Em colaboração com mais de 200 fornecedores locais, a Ara contava em 2020 com cerca de 950 artigos de Marca Própria produzidos na Colômbia. Destaque para a gama de leite de Marca Própria com origem 100% colombiana, que resultou na comercialização de cerca de 75 milhões de litros em 2020. A Companhia investiu também na aquisição de Fruta e Legumes produzidos localmente, tendo passado o número de fornecedores locais de 38 para 73.

Verificação Independente

Os dados referentes à informação sobre a proporção de despesas com fornecedores locais foram verificados por uma entidade externa e independente no âmbito do Relatório e Contas de 2020 do Grupo.